quinta-feira, 4 de abril de 2013

Hello, everybody!

Bem, depois de muito tempo sem postagens, gostaríamos de pedir desculpas.
O ano passado, foi um ano de muitas ações em nosso projeto, embora não postamos os resultados em seu tempo, gostaria, hoje, de descrever algumas dessas ações:

Para ficarmos ainda mais orgulhosos com nosso trabalho, na última edição da Revista A&E, da Editora Positivo, nossa escola foi honrada com uma nota de reconhecimento ao nosso projeto de Ativismo Ambiental.
Estamos felizes por sabermos que nossas ações estão sendo vistas, mais acima de tudo que elas estão ecoando através das atitudes de nossos alunos.
Para continuarmos com nossa luta pelo desenvolvimento sustentável em 2012, os alunos do 3º ano do Ensino Médio, o professor Cássio e a professora Carla, autora do projeto, buscaram por parcerias com todos os supermercados da cidade, o objetivo apresentado a todos os responsáveis foi o de conscientizar as pessoas com uma mobilização em praça pública sobre a utilização das ECOBAGS, pois sabemos que o uso de sacolas plásticas é um veneno e além de sujar o planeta, levam cerca de 400 anos para se decompor. Os supermercados são os grandes distribuidores de sacolas plásticas, buscamos neles, a parceria de unirmos forças contra esse mal.
São parceiros da Escola Evangélica e amigos do meio ambiente, unidos por um planeta mais limpo e mais saudável: Supermercado Master/ Supermercado do Edinho/Supermercado Seiara/ Supermercado 3 Irmãos/ Supermercado Santa Vitória/ Supermercado Bom Dia/Supermercado JK/ Supermercado Ideal/ Supermercado Rezende e ainda: Shoppingaz/ Moura Gás/ Confecções Kaiman e Rádio Patriarca.
Todos os parceiros, de prontidão atenderam nosso pedido e ficaram animados com a iniciativa da escola.
Para tal evento, os alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio estavam uniformizados levando uma mensagem de conscientização ecológica, carregando cartazes, banners e faixas defendendo nossa ideia e distribuíram ECOBAGS a população presente.
A mobilização teve início nas dependências de nossa escola, os alunos saíram de bicicletas divulgando a importância de utilizarmos meios de transportes, ecologicamente corretos, momento que aproveitaremos para enfocarmos outra ação o “BIKE DAY” – Dia da Bicicleta, os alunos defenderam o uso de um meio de transporte sustentável. Assim, foi uma boa oportunidade para engajar nossos alunos em movimentos de tamanha importância para o nosso planeta.
A mobilização sobre o uso das ECOBAGS e o II Bike Day aconteceram na Semana do Meio Ambiente e todos os alunos ficaram felizes, mostrando como pequenas atitudes podem ajudar para que nosso planeta seja mais saudável. 
A polícia militar esteve presente no evento, para garantir a segurança de todos nossos alunos durante a realização de nossa mobilização, ficamos felizes, pois os próprios policiais se mostraram contentes com nossa iniciativa.
Os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, na semana do meio ambiente, realizaram também, um seminário, com a construção de maquetes e elaboração de slides, sob a orientação da Profª de Ciências, Márcia Magali", o objetivo era mostrar como a poluição interfere em nosso meio. 
Em comemoração ao meio ambiente, os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I ouviram uma palestra com a professora Carla e o diretor Valmir, sobre a importância da coleta seletiva.
Neste dia, a professora Carla enfatizou que o lixo orgânico pode contaminar os resíduos recicláveis e que por isso, enfocou que é de fundamental importância separarmos o lixo seco do lixo molhado. Para que os alunos pudessem colocar o aprendido em prática, neste dia, implantamos junto aos coletores coloridos e o Mr. Pilha, coletor de baterias, o coletor de lixo orgânico, todos ficaram animados.
O diretor falou da necessidade de todos os alunos contribuírem com a coleta seletiva na escola, pois nossa escola tem status de sustentável e todos os membros da escola devem mostrar que isso é uma verdade sendo exemplos para todos de fora da escola e que, portanto, em suas casas deveriam conscientizar também na coleta seletiva.
Ficou estabelecido neste dia também, que na última aula do dia, um aluno deveria pegar a lixeira da sala, com o lixo seco e depositar separadamente nos coletores. Logo, todos queriam ser amigos do planeta e contribuir com esta prática. 
Em junho/2012, os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental iniciaram uma campanha nas disciplinas de Química e Língua Inglesa, para recolherem óleo sujo de cozinha e então, dar início a uma FÁBRICA DE SABÃO. O objetivo é conscientizar não só nossos alunos, mas todos de nossa comunidade, enfatizando que jogar o óleo na pia é prejudicial ao nosso planeta.
Para isso, todos os alunos da escola passaram a ser parceiros do planeta, conscientizando a todos em suas casas e vizinhanças sobre esta questão e tem recolhido e trazido para a escola, óleo sujo de cozinha em garrafas Pet.
Nossa primeira produção de sabão aconteceu em 22 de Novembro 2012, depois de algumas sugestões dos alunos, o sabão recebeu o nome de “ECO FRIEND SOAP”. Todas as barras de sabão, depois de desenformadas e cortadas, foram encapadas com folhas de revistas usadas e recebeu uma linda etiqueta: 
 

RECEITA DO SABÃO “ECO FRIEND”

INGREDIENTES:
2 litros de óleo sujo
1kg de soda
6 litros de água

MODO DE FAZER:
Em um recipiente, dissolva a soda em 2 litros de água, misture bem e então acrescente o óleo sujo, o restante da água e bata bem até o sabão engrossar, distribua em caixinhas vazias de leite e aguarde alguns dias até endurecer para cortar e usar.
No início de novembro de 2012, pensando que metade do nosso lixo não é lixo, mas sim matérias recicláveis e que a reciclagem obedece à regra dos 3Rs:

Reduzir Reutilizar Reciclar

Os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental iniciaram uma campanha de coleta de roupas e brinquedos, porque quando doamos aquilo que não usamos mais, estamos ajudando duas vezes, sendo solidários com o próximo e também contribuindo com o planeta, na função de REDUZIR e REUTILIZAR.
As doações serão feitas a Casa de Apoio, Asilo e Casa de Recuperação e acontecerão no dia 06 de dezembro de 2012.
Os alunos do 5º ano mobilizaram todos os colegas da escola, matutino e vespertino, para que contribuam com esta ação, a galera está empolgada, isso é muito bom.

No dia 05 de dezembro de 2012, os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental realizaram nosso III Bike Day, mais uma vez a escola levantou a bandeira da sustentabilidade e levou para as ruas de nossa cidade a mensagem de que para colaborar com a saúde do planeta, não precisa de muita coisa e sim a matéria prima fundamental: ATITUDE.

Agora, em 2013, já temos algumas ações em andamento e logo, logo, publicaremos as ideias e os resultados.

Aguardem!!!!!!!!!!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

II Bike Day e Mobilização na Praça sobre o uso das ECOBAGS

Porque querem ser a diferença e a conexão para o mundo, os alunos da Escola Evangélica colaboram com a sustentabilidade de nosso planeta.

Estamos na Semana do Meio Ambiente e para enfatizar o quanto a Escola Evangélica se preocupa com a saúde do planeta, com seu Projeto: Ativismo Ambiental – Uma questão de solidariedade humana, a escola realizou hoje pela manhã, mais duas ações:

II Bike Day, manifesto que incentiva meios de transportes ecologicamente corretos

e também

Manifestação em praça pública sobre o uso das ECOBAGS – Sacolas Retornáveis: as sacolas de plástico, além de sujar o planeta, levam cerca de 400 anos para se decompor.


Entre você também nessa luta pelo desenvolvimento sustentável!

São parceiros da Escola Evangélica e amigos do meio ambiente, unidos por um planeta mais limpo e mais saudável: Supermercado Master/ Supermercado do Edinho/Supermercado Seiara/ Supermercado 3 Irmãos/ Supermercado Santa Vitória/ Supermercado Bom Dia/Supermercado JK/ Supermercado Ideal/ Supermercado Rezende/ Shoppingaz/ Moura Gás/ Confecções Kaiman e Rádio Patriarca.

Seja você também, amigo do meio ambiente!

Escola Evangélica – Educação que Transforma.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Don't use plastic bags - Top 10

Eis aqui dez motivos para você não usar sacolas plásticas e defender essa causa.

1. Os plásticos convencionais levam cerca de 400 anos para se decompor. Segundo um levantamento do Ministério do Meio Ambiente, de 2009, cada família brasileira descarta cerca de 40kg de plásticos por ano e mais de 80% dos plásticos são utilizados apenas 1 vez.
2. Por serem leves, os sacos plásticos voam com o vento para diversos locais e acabam poluindo não apenas as cidades, mas também nossos biomas, as florestas, rios, lagos e oceanos.
3. A sopa de lixo que flutua pelo oceano Pacífico contém mais de 100 milhões de toneladas, sendo que 90% são constituídos de detritos de plástico. Desse total, 80% vêm do continente.
4. Nos oceanos, as sacolas plásticas se arrebentam em pedaços menores e se tornam parte da cadeia alimentar de animais marinhos dos mais variados tamanhos. Ao ingerirmos esses animais, engolimos também resíduos de plástico que fazem mal à nossa saúde.
5. A ingestão de pedaços de sacolas plásticas já é uma das principais causas das mortes de tartarugas, que confundem o plástico com comida e têm seu aparelho digestivo obstruído. Estima-se, ainda, que em torno de 100 mil mamíferos e pássaros morram sufocados por ano por ingerirem sacos plásticos. Na Índia, cerca de 100 vacas morrem por dia por comerem sacolas plásticas misturadas a restos de alimentos.
6. Nas cidades, as sacolas descartadas de maneira incorreta entopem bueiros, provocando enchentes, que causam a morte de pessoas e animais domésticos, destroem plantas e árvores e até contribuem para que os peixes nadem para fora do leito de rios e morram.
7. Jogadas em um canto qualquer da cidade, as sacolinhas podem acumular água parada e permitir a proliferação do mosquito da dengue.
8. O plástico já é o segundo material mais comum no lixo municipal.Quando os aterros chegam à sua capacidade máxima, é preciso abrir outras áreas – que poderiam ser utilizadas para plantio de vegetação nativa, por exemplo – para o depósito de resíduos.
9. O material orgânico depositado em sacos plásticos demora mais para ser degradado e decomposto em nutrientes e minerais, que serão utilizados em outros processos biológicos.
10. Com a decomposição lenta dos resíduos orgânicos aprisionados nas sacolas plásticas, produz-se mais metano e CO2, que são liberados quando a sacola é rasgada e contribuem para a aceleração do aquecimento global.

Did you know?

5 de junho
Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia
    A importância desse dia tem precedentes. O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século XX. Porém, foi ainda no séc. XIX que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia.
    Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.
    Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão ambiental: o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afetar o outro!
    Nessa data, chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente fazem declarações e se comprometem a tomar conta da Terra. As mais sérias promessas têm sido feitas, que vão do be-a-bá ao estabelecimento de estruturas governamentais permanentes para lidar com gerenciamento ambiental e planejamento econômico, visando conseguir a vida sustentável no planeta.
    Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que precisamos economizar: os recursos naturais. E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental!

    Fonte: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/ecologia/home.html

sexta-feira, 27 de abril de 2012

II Bike Day

No próximo dia 06 de junho, faremos nosso II Bike Day.


Esta ação é um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, e um convite ao uso de meios de transporte sustentáveis.

Neste dia, os alunos farão um passeio pelas ruas de nossa cidade, incentivando as pessoas quanto ao uso das bicicletas e assim, provocar uma mudança de hábito em prol da saúde de nosso planeta.

Faremos ainda, uma mobilização em praça pública sobre o uso das ECOBAGS, pois as sacolas plásticas são prejudiciais ao nosso planeta. Alguns supermercados firmaram uma parceria conosco e estarão presentes também, defendendo essa ideia.



Estamos ansiosos para concluirmos mais uma grande ação de nosso projeto!

Stay tuned!

Entenda a polêmica da proibição das sacolas plásticas

Por Lydia Cintra 26 de maio de 2011


A questão é polêmica, já que de um lado estão os que defendem a proibição como a consolidação da consciência ambiental da população e, de outro, os que discordam da medida, como a indústria de materiais plásticos. O Ideias Verdes entrevistou quem entende do assunto a partir de dois ângulos opostos: o Secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, a favor da proibição, e Miguel Bahiense, presidente da Plastivida (Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos), que argumenta contra a lei.
Você concorda com a proibição e acha que ela deveria ser aplicada em outras cidades do Brasil? Ou não?
A FAVOR DA PROIBIÇÃO: Eduardo Jorge, Secretário de Verde e Meio Ambiente de São Paulo

Você diz que o problema das sacolas está no consumo excessivo. Você acha que esse excesso, que gera o desperdício, é um problema cultural do brasileiro? O início de um processo de conscientização é a proibição?Não é um problema do brasileiro, isso é um problema universal. Essa consciência é algo recente que vem acontecendo no mundo inteiro. A Lei Municipal de São Paulo não é início da conscientização, é o resultado. Uma câmara municipal de uma cidade como São Paulo só chega a votar um projeto como esse depois que ele amadureceu na própria sociedade. Antes dependia da iniciativa de um comerciante, de uma dona de casa. Agora, passando a ser lei, o processo é mais homogêneo e mais rápido.
A sacolinhas são “inimigas” do meio ambiente?
Ninguém é inimigo do meio ambiente. O problema é o uso inadequado. Tem um ditado popular que diz que “tudo demais é veneno”. Tanto que a lei foi prudente e continuou admitindo o uso da sacolinhas em casos específicos, como nas vendas a granel, em produtos que podem eliminar água, como peixes e carnes… O problema não é a existência da sacolinha. Tudo é uma questão de equilíbrio no “usar”.
Quais os impactos ambientais e econômicos, no curto e no longo prazo, com a proibição em São Paulo?
Faz mais de dois anos que estamos apoiando e acompanhando esse projeto na Câmara Municipal. Não foi um debate simples nem imprudente. Um dos objetivos positivos que se visa com a diminuição do uso das sacolas descartáveis é diminuir o impacto que elas têm nas enchentes da cidade. É claro, a sacola não é a causa única. São muitas causas para uma cidade ter problema de enchente. Com o uso de sacolas que são frágeis, que não são produzidas pra acondicionar lixo, colocada em calçadas, o lixo que se rompe vai para o bueiro, para o rio, e ajuda a provocar enchentes. Um segundo efeito positivo é diminuir a destinação inadequada das sacolas para rios, mares e locais que causam prejuízo à fauna. E finalmente, um efeito importante é que, como ela é um subproduto do petróleo, e o uso do petróleo é uma das principais causas do aquecimento global, você também contribui para a redução do problema do aquecimento global. Uma cidade como São Paulo se calcula que mais de 600 milhões de sacolas descartáveis são usadas por mês. No estado, isso varia de 2,5 a 3 bilhões de sacolas por mês. Para você ver que é uma coisa aparentemente simples, mas toma uma dimensão gigantesca.
E as pessoas que acondicionam lixo doméstico nessas sacolas?
Acondicionam pela própria faltam de informação do poder público. Porque os serviços que tratam de lixo nas cidades mostram que é inadequada o uso dessa sacolinha frágil para o acondicionamento de lixo, principalmente lixo orgânico. Elas se rompem com facilidade, portanto, esse é um uso incorreto, não é recomendado. O Inmetro e os serviços de recolhimento de lixo das cidades indicam o saco plástico próprio para você acondicionar o lixo. Esse saco é produzido com plástico reciclado, tem a resistência adequada pra evitar o rompimento. Nós temos que usar esses sacos específicos. Isso vai custar alguma coisa? Sim. Na minha casa, por exemplo, em que moram 6 pessoas, nós compramos o saco de 50 ml, que vem embalado com 10 unidades, custa 4 reais – cada saco 40 centavos. Nós usamos 2 sacos por semana, 8 sacos por mês: R$3, 2 por mês usando o saco adequado, correto, de uma família média. Os comerciantes, seja uma papelaria, uma farmácia ou supermercado, embutem no preço que você paga nos produtos o saco que ele dá, entre aspas. Ele não vai dar nada de graça. Então a população, seja rica ou pobre, paga os saquinhos que tira no supermercado, na papelaria, na farmácia… e o preço de cada um gira em torno 0,15 a 0,20 centavos. E são saquinhos pequenos. Sai mais barato, a longo prazo, você comprar o saco adequado.
Você acha que a proibição pode gerar um aumento no preço dessas sacolas “corretas”?
Pelo contrário, vai baixar o preço, porque vai ter mais gente comprando. A tendência é baratear ainda mais. E outra coisa importante: a indústria plástica, que fez um lobby tão forte, que parou o projeto durante dois anos aqui na câmara municipal, tem uma visão muito errada, porque eles mesmos é que vão produzir o saco adequado. Então é uma questão de você remanejar a sua produção na indústria e produzir o saco adequado. Mas, mudança de hábito sempre dá um pouco de trabalho de convencer, né?
CONTRA A PROIBIÇÃO: Miguel Bahiense, presidente da Plastiva (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos)

Quais impactos econômicos que serão sentidos com a proibição das sacolas plásticas?Os impactos podem ser mais severos do que o esperado. No Brasil, são cerca de 30 mil empregos diretos para quase 250 empresas fabricantes. Mas será em São Paulo, por ser o maior centro consumidor do país, que os impactos serão mais sentidos. São quase 6 mil empregos. Proibi-se um produto sem que haja qualquer alternativa consistente do ponto de vista ambiental, o que vai gerar problemas sociais e econômicos. Embalar o lixo em plástico é uma recomendação dos órgãos de saúde do país, para que se evite contaminações. Na falta dessa embalagem, o consumidor deverá comprar sacos de lixo, o que irá gerar custo adicional às famílias. Deveríamos banir as sacolas ou promover ações em favor de seu uso responsável? Imagine se baníssemos tudo o que é moderno? Voltaríamos aos primórdios, com baixa qualidade e baixa expectativa de vida e com epidemias que, atualmente, só fazem parte dos livros de história.
Porque as sacolinhas são vistas como “inimigas” do meio ambiente?As sacolas plásticas são apontadas incorretamente como sendo causadoras de impacto ambiental, quando na verdade o problema não reside nelas e sim no desperdício que gera o descarte incorreto, piorado pela inexistência de sistemas de coleta seletiva de lixo. É muito mais simples culparmos um produto, rotulando-o, incorretamente, de o vilão do meio ambiente, do que olhar para o nosso próprio umbigo e reconhecermos que os nossos erros geraram uma situação problemática com a profusão de sacolas no meio ambiente. Acreditamos que o combate ao desperdício a partir da educação é o caminho para solução. Educar a indústria para fabricar sacolas resistentes de acordo com as Normas Técnicas, conscientizar e educar o varejo a comprar apenas estes produtos e conscientizar o cidadão, orientando-o a só utilizar uma sacola resistente, ao invés de colocar uma dentro da outra, o que gera o desperdício.

Quais as vantagens de continuarmos usando as sacolas plásticas ao invés de sacolas duráveis, como as “ecobags”?Um estudo britânico verificou o ciclo de vida de sacolas de algodão, ecobags de diversos tipos de materiais, inclusive de plásticos, sacos de papel, papelão e sacolas plásticas tradicionais e biodegradáveis. Das 9 categorias ambientais avaliadas, as sacolinhas comuns tiveram melhor desempenho em 8. Menor consumo de matérias-primas e menor emissão de CO2 foram duas delas. E as ecobags de plásticos, mesmo plástico das comuns, também tiveram ótimo desempenho, comprovando as vantagens ambientais dos plásticos.
A questão do consumo e desperdício de sacolas plásticas no Brasil é um problema cultural? A solução está na conscientização e não na proibição?De fato é preciso conscientização, pensar no todo. Há a questão da qualidade das sacolas. Quando a sacola é feita dentro da norma técnica, garante uma redução no consumo. Há a questão cultural. O consumidor tem revisto seus hábitos de consumo, mas é a educação ambiental que vai melhor orientá-lo para as questões do reduzir o desperdício, reutilizar o produto e reciclar. Há a questão do descarte. Hoje os grandes centros sofrem com a questão dos lixões e aterros. O ideal seria cada vez mais destinarmos menos produtos aos aterros, por meio da reutilização e reciclagem. São necessárias ações de educação e a visão da necessidade da responsabilidade compartilhada: indústria, varejo, população e governo fazendo cada um a sua parte para adequar a questão do consumo e do descarte. Não é justo e correto proibir o uso de um produto seguro como forma de minimizar as responsabilidades de cada um desses atores.
Como começar um processo de conscientização?Desde 2008, a Plastivida, juntamente com o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF), promove o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que incentiva o consumo adequado dessas embalagens, sem o desperdício. E os resultados são consistentes, e reconhecidos, até mesmo pelo governo federal. Em 2007, o consumo de sacolas era de 17,9 bilhões. Em 2008, passou para 16,4 bilhões, em 2009 para 15 bilhões e fechou 2010 em 14 bilhões. A expectativa para este ano é de que haja a redução no consumo de mais 750 milhões de unidades dessas embalagens, o que representa 26,3% menos de sacolinhas sendo consumidas de 2008 a 2011.
Quando o assunto é a embalagem para se carregar as compras, acreditamos que é direito do consumidor escolher o melhor modo de levar suas compras para casa. Segundo pesquisa Ibope, 71% das donas de casa apontam as sacolinhas plásticas como as preferidas para transportar as compras e 75% delas são a favor do seu fornecimento pelo varejo.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/entenda-a-polemica-da-proibicao-das-sacolas-plasticas/

Moda Sustentável: uso das ecobags

 O consumo de sacos plásticos no mundo atinge números assustadores: 500 bilhões por ano, isto quer dizer 1,5 bilhão por dia ou 1 milhão de sacos plásticos por minuto. Imagine essa quantidade vagando pelo planeta. Os dados são da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, que afirma ainda que no Brasil são produzidos anualmente 210 mil toneladas de filme plástico, com o qual são fabricadas as sacolas. As estimativas revelam que os brasileiros jogam fora, todos os meses, um bilhão delas, o que dá uma média de 66 unidades para cada consumidor.

Foto: Ivone Perez

Desde 16 de julho deste ano está em vigor no estado do Rio de Janeiro uma lei que pretende diminuir o uso das sacolas plásticas. A distribuição não está proibida nos estabelecimentos, contudo, eles terão que oferecer alternativas para elas. A iniciativa não foi exclusividade do estado do Rio, algumas cidades em outros estados também já possuem leis.
Sacolas e caixas de papelão são algumas das alternativas para substituir as velhas [novas] sacolinhas brancas do supermercado. Outra alternativa que tem ganhado as ruas, e o mundo fashion, são as Ecobags. Feitas de lona, algodão cru ou tecido reciclado, as ecobags nasceram para ajudar a diminuir, ou suprimir o uso de sacolas de plástico.
Ambientalistas têm reclamado do distorcimento no uso das ecobags apenas como acessório fashion. Não é de agora que a moda tem vestido a sustentabilidade, e não vejo problema nisso, pelo contrário, creio que há um grande potencial mobilizador na moda para fins ambientais.
Vários estilistas já lançaram em suas grifes modelos de ecobags, claro que com um preço um pouco elevado, porém, redes de supermercados e de outros estabelecimentos estão fazendo parcerias com estilistas para trazer modelos mais acessíveis à população.
Foto: Ivone Perez
Em entrevista ao Portal IG, a stylist Chiara Gadaleta deu algumas dicas de como escolher a sua ecobag: “Para as compras, prefiram as retangulares, com alças mais largas e mais longas. Assim, você consegue mais espaço para colocar tudo que precisa”.
E para quem acha que ecobags é coisa de meninas, a stylist afirma que os homens também podem aderir à nova moda, pois as bolsas são ótimas para laptops e podem substituir a mochila na academia.
Ficou interessado em comprar uma? Pesquise um modelo que tenha a sua cara e caiba no seu bolso. E lembre-se: não é para aceitar sacola plástica e colocar na ecobag, já vi pessoas fazendo isso, o objetivo do uso delas é evitar o uso das sacolas plásticas, então, recuse!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Revista A&E (Atividades & Experiências)

Na última edição da Revista A&E, da Editora Positivo, nossa escola foi honrada com uma nota de reconhecimento ao nosso projeto de Ativismo Ambiental:




 
Estamos felizes por sabermos que nossas ações estão sendo vistas, mais acima de tudo que elas estão ecoando através das atitudes de nossos alunos.

Debater é muito saudável

Tempestade em Copo D'água?

Assista ao Vídeo feito por alunos de Engenharia Civil da Unicamp, em resposta ao vídeo do movimento Gota D'Água.

 

http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo&feature=youtu.be

Assista também ao vídeo feito por Rafinha Bastos:






http://www.youtube.com/watch?v=Cyu5x_cSzH4&feature=related

E por último, assista ao vídeo feito por Jayson Rosa:







http://www.youtube.com/watch?v=Is2Pn7geHwM&feature=fvwrel

 

Pense sobre os questionamentos acima, sobre o movimento gota d'água, reflita e então, forme a sua opinião.

Stay tuned!

Vamos ler o que escreveu, Felipe Rocha dos Reis, sobre o movimento Gota D'água e refletirmos sobre o assunto:

Questionamentos sobre o Movimento Gota D'água
É isso aí, todo mundo compartilhando, facebook e twiter bombando, todos preocupados com o meio ambiente. Mas espere, alguém aí se perguntou o quanto se fez em pesquisas para a construção desta usina? E pq o IBAMA e a FUNAI liberaram a construção? A região Norte do Brasil não precisa de progresso? Você ao menos sabe a quanto equivale 640 Km²? Pra que você tenha uma idéia, dá em torno de 25 alqueires. Tem muita fazenda bem maior por aí abusando do agrotóxico e explorando muita gente.
Vamos então as propostas. Bem, e para adotar energia solar? Energia limpa ou relativamente limpa? Todos sabem que a noite não tem sol (Derp!), logo, a usina não produz nada a noite e para armazenar a energia gerada durante o dia, é necessário utilizar baterias, produzidas geralmente em chumbo e ácido sulfúrico, e tem uma vida útil. Para onde vão essas baterias, ácidos e outros resíduos quando a vida útil desses armazenadores acabarem? O que fazer com tanto lixo nas margens dos rios amazônicos?
E para adotar a geração de energia através dos ventos? Bom né? Mas tem algum amazônico que possa me dizer se o vento lá é constante ou sazonal? E para a construção de parques eólicos, não seria necessário o desmatamento? O barulho gerado pelas hélices afastaria animais da região? Não teria impacto ambiental? E quanto de energia gera uma turbina e quantas seriam necessárias para suprir a necessidade da região norte e o seu desenvolvimento? O quanto é preciso desmatar?
Por isso digo: Não é, e não será um monte de atores e atrizes da globo que nunca estudaram NADA de exatas, especialistas em DECORAR textos e interpretar personagens que vão me convencer. Infelizmente, precisamos gerar energia, transformando o que temos em eletricidade. É preciso sim, questionar, para que seja estudado a forma menos impactante de geração de eletricidade. As coisas não são tão simples assim.

E aí? Mudou de ideia sobre a construção da Usina de Belo Monte?

Fique atento aos próximos posts, pois divulgaremos os pontos negativos e os pontos positivos desta construção.

Stay tuned!

GREEN NATION FEST

O GreenNation é um ambiente colaborativo online que interage com pessoas para convergir cultura, informação e proteção ambiental a partir de questões que envolvem o futuro do planeta.
Nossa primeira atração é GreenNationFest: festival ambiental de cinema e novas mídias, que acontece entre os dias 31 de maio e 7 de junho de 2012 no Rio de Janeiro e tem como principal objetivo sensibilizar os participantes para agir em prol de um mundo mais sustentável.


É composto por três tipos de atividades:
- Competição/mostra de cinema e novas mídias;
- Exposição Interativa/sensorial;
- Seminário.
- Competição e mostra de cinema e novas mídias
As inscrições para o concurso já estão abertas neste site!
Filmes, blogs, twitter, fotos, álbum de fotos e cartoons podem participar.
Para te inspirar, sugerimos que conheça as obras que foram cadastradas.
Receberemos inscrições até 10 de maio de 2012.
Os vencedores serão conhecidos na feira interativa em evento batizado de "Tapete Verde".
A TV Globo é parceira neste concurso cultural a partir do programa Fantástico que adotou duas categorias de filmes: roteiro de ficção e micro reportagem.Informações completas sobre o concurso estão no regulamento.

- Feira Interativa sensorial
O público vivenciará diferentes formas sensibilização pela mudança de comportamentos e atitudes.
As principais atrações da feira são:
- Premiação do concurso cultural (Tapete Verde),
- Mostra internacional de filmes,
- Sensações climáticas: degelo, queimada e enchente,
- Oficinas,
- Plantação de árvores em áreas degradadas

- Seminário internacional sobre sustentabilidade: economia verde e criativa
Profissionais do mundo acadêmico, cultural e corporativo discutem iniciativas e soluções já propostas ou ainda em estudo.
Com foco na sociedade, os debates se darão em linguagem acessível. Acontece junto com a exposição.


O GreenNationFest é realizado pelo Centro de Informação, Cultura e Meio Ambiente, o CIMA: ONG que, há mais de 20 anos, desenvolve ações na área de cultura, educação e meio ambiente em parceria com instituições privadas, governamentais e multilaterais.

O Festival Internacional de Cinema do Rio é uma das realizações do CIMA.

By: http://www.greennation.com.br

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PLANT THIS IDEA!

EVERYBODY CAN HELP!

Um mundo melhor, mais consciente e solidário.
O Movimento Gota D’ Água surgiu da necessidade de transformar indignação em ação. Queremos mostrar que o bem é um bom negócio e envolver a sociedade brasileira na discussão de grandes causas que impactam o nosso país. Utilizamos nossa experiência em comunicação para dar voz aqueles que se dedicam a estudar o impacto que as decisões de hoje terão no amanhã. O Movimento apoia soluções inteligentes, responsáveis, conscientes e motivadas pelo bem comum. O Gota D’Água é uma ponte entre o corpo técnico das organizações dedicadas às causas socioambientais e os artistas ativistas.
A primeira campanha do movimento discute o planejamento energético do país pela análise do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, a mais polêmica obra do PAC. O braço técnico desta campanha é formado por especialistas ligados a duas organizações de reconhecida importância para a causa: "Movimento Xingu Vivo Para Sempre" e o "Movimento Humanos Direitos".
A missão da Gota D’Água é comover a população para causas socioambientais utilizando as ferramentas da comunicação em multiplataforma – Hoje existem inúmeros caminhos de se produzir conteúdo relevante para atingir e envolver as mais diversas audiências nos mais diferentes meios. Nossa proposta é usar estas inovações para seduzir e mobilizar a sociedade para causas socioambientais.
Conselho: Maria Paula Fernandes, Sergio Marone, Marcos Prado, Juliana Helcer, Enrico Marone, Ana Abreu, Sérgio Maurício Manon, Tica Minami, Ricardo Rezende, Luciana Soares de Souza, Ana Luiza Chafir, Thiago Teitelroit, Maria Paula Fidalgo, Luiza Figueira de Mello, Paulo Fernando Gonçalves, Carolina Kuenerz, Fernanda Mayrink, Miguel Pinto Guimarães.



Fonte: http://www.movimentogotadagua.com.br/

terça-feira, 15 de novembro de 2011

SWU Music & Arts Festival 2011 - IN BRAZIL




A segunda edição do SWU, festival que foi realizado em Paulínia, interior de São Paulo,aconteceu entre os dias 12 e 14 de novembro. O evento, encerrado na madrugada desta segunda (14), teve como ideia principal unir música, arte e sustentabilidade.
Foram mais de 70 atrações nacionais e internacionais se revezando em três palcos. O espaço onde aconteceu o evento é de 1.700.000 m², sendo 445m² só para arena de shows.

Ao todo, 179 mil pessoas compareceram aos três dias de festival.

Também houve espaço para praça de alimentação, incluindo um localexclusivo para vegetarianos e estruturas para exposição de artes com o tema de meio ambiente.

O II Fórum Global de Sustentabilidade SWU reuniu nestes três dias 29 palestrantes nacionais e internacionais. Entre eles, os cantores Neil Young e Bob Geldof e a atriz Daryl Hannah.


Primeiro dia

No sábado (12), primeiro dia do evento, o destaque foi o reggae, o pop e, principalmente o rap. Entre os shows nacionais, estavam Emicida, representante da nova e boa safra do nosso hip hop, e o experiente Marcelo D2, que cantou hits solo e de sua época no Planet Hemp, como Mantenha o Respeito.

Damian Marley mostrou seu reggae pop e, claro, homenageou o eterno pai famoso, Bob, por meio de hinos do gênero como Get Up Stand Up e IsThis Love.

Snoop Dogg transformou o lugar em uma balada black. Carismático e usando óculos escuros trazendo seu nome estampado nas lentes, ele fez todos dançarem ao som de Drop it Like It´s Hot, Beautiful e outros. De quebra, o rapper ainda deixou o palco dançando ao som de Minha Fantasia, dos pagodeiros do Só Pra Contrariar.

Kanye West subiu ao palco às 21h35 e, ao contrário de Snoop, trouxe um rap mais elaborado. Uma das surpresas do show foi a participação de Fergie, em All of the Lights.

O Black Eyed Peas fechou a primeira noite. O cantor will.i.am, que também fez um set de DJ, chegou a cantar um rap que dizia “Black Eyed Peas forever”. Em outro momento, Taboo também disse, versando, para que as pessoas não acreditem no fim da banda. Existem muitos boatos pairando na internet sobre a saída de Fergie - inclusive que isso seria anunciado nesta noite. O que se entendeu sobre o assunto é que o BEP pode até dar um tempo a qualquer momento, mas não será o fim.

A banda garantiu o show, apostando em canções certeiras como Imma Be, Pump it, Don´t Stop the Party e Shut Up.

O Black Eyed Peas foi o grande destaque do primeiro dia no SWU (Foto: Ag News)

Segundo dia

No domingo (13), o SWU misturou atrações para públicos de todas as idades e gostos musicais. Entre os destaques, estavam Hole, Duran Duran, Lynyrd Skynyrd, Peter Gabriel e Chris Cornell.

A chuva caiu forte e atrapalhou um pouco o brilho do evento; atrasou artistas e houve até briga entre a equipe do Ultraje A Rigor e Peter Gabriel. Enquanto isso, a banda americana Tedeschi Trucks Band brindou o público com rock, soul e folk.

A primeira grande atração deste dia, Chris Cornell, deixou o rock pesado de lado e apresentou um set acústico com sucessos de sua
carreira, do Soundgarden e do Audioslave. Claro que os fãs preferiam vê-lo cantando com a banda de Seattle, mas valeu pelo vozeirão de Cornell.

Os anos 80 foram relembrados pelo Duran Duran e seu pop bacana. Do outro lado, Courtney Love gritou e polemizou mais do que deveria. Ela chegou a fazer piadas com os Foo Fighters e mostrou os seios para o público.

Em um palco menor, os adolescentes puderam conferir as apresentações do japonês Miyavi e do Simple Plan.

Tocando pela primeira vez no Brasil, os americanos do Lynyrd Skynyrd deram uma aula de rock com fortes pitadas de blues e folk. O souther rock da banda foi comemorado, principalmente, pelos amantes do rock clássico e pelos motociclistas que viajaram até o SWU só para vê-los. Entre os destaques, estiveram Free Bird , Simple Man e o rockão sulista Sweet Home Alabama.

Último dia

Na segunda (14), a despedida do SWU 2011 foi festejada por bandas e artistas que fizeram sucesso, principalmente, nos anos 90. Entre eles, Alice in Chains, Faith No More, Primus, 311, Sonic Youth e Stone Temple Pilots.

Às 13h50, o show no palco principal foi estreado pelos Raimundos debaixo de chuva. Mesmo assim, não houve atrasos nem brigas. Há 10 anos na estrada sem os vocais de Rodolfo, Digão mostrou que pode tocar guitarra e cantar não só as novas composições, como os velhos sucessos. A banda entrou no festival por meio do voto popular.

Depois, o ex-baixista do Guns N´Roses, Duff enfileirou bons riffs de hard rock com sua banda, a Duff Mckagan´s Load. Foi a segunda vinda deles ao Brasil. Nem é preciso dizer que os “gunners” apoiaram o ídolo.

Uma das atrações mais aguardadas pelos fãs de heavy metal, o Down é liderado por Phill Anselmo, ex-cantor do Pantera. O som pesadíssimo somado ao lado souther rock foi aclamado pelos headbangers de plantão. Muitos deles, claro, também esperaram para encontrar, mais tarde, o Megadeth. Apesar de Dave Mustaine ter tocado ano passado no Brasil, o show do Megadeth permaneceu lotado até o fim.

O 311 mistura rock pesado com levadas funk e rap. Típico som que fez muito sucesso nos anos 90, assim como o Primus e o Faith No More, a banda animou com canções ensolaradas.

Já o trio Primus chamou a atenção pelo seu líder, o cantor e baixista descomunal Les Claypool. Tommy the Cat e John the Fisherman foram as mais aplaudidas nessa primeira vinda deles ao país. Foi um privilégio assistir a um grupo nada convencional, e ainda atual, no palco principal.

Bem conhecido do público indie brasileiro, o Sonic Youth se apresentou diversas vezes por aqui. Mas o que chamou mais atenção dessa vez foi o fato dos líderes da banda, a baixista e cantora Kim Gordon e o guitarrista e cantor Thurston Moore, terem se divorciado há pouco tempo. Os boatos diziam que o grupo, que mistura rock e barulho dos bons, está perto do fim. Nenhum integrante se manifestou à respeito.

Quem gosta de Sonic Youth se identificou com o som do Balck Rebel Motorcycle. A banda fez um som com influências de blues, folk e rock, aliado as muitas guitarras "sujas".

O Stone Temple Pilots tocou no Brasil ano passado e mostrou um show com poucas novidades para quem já havia assistido a banda. Mesmo assim, o quarteto agradou aos amantes do rock anos 90, com um hard rock competente e honesto. O destaque, claro, ficou por conta do mega hit Plush, de 1992.

O Alice in Chains mostrou o novo vocalista e conseguiu agradar aos fãs antigos (Foto: Daia Oliver)

Um dos shows mais esperados do festival foi o Alice in Chains. E o quarteto não decepcionou. Mesmo coma morte prematura do cantor Laney Stanley, o grupo voltou aos palcos com um novo CD, Black Gives Way to Blue (2009) e um ótimo vocalista. O líder, segunda voz e guitarrista Jerry Cantrell, chamou o amigo William DuVall para a nova formação. Nesta noite, mesmo sem ter todo o carisma de Stanley, ficou evidente que DuVall se esforça e, na maioria das vezes, é eficiente para o cargo no AIC.

Além de tocarem as novas composições, a banda grunge relembrou antigos sucessos, como Angry Chair, Would?, Them Bones e, claro, Man in the Box.

Mesmo com seu fim anunciado há tempos, coube ao Faith No More fechar a última noite do SWU com seu funk metal pra lá de alternativo. Mike Patton já é velho conhecido dos brasileiros e sabe como entreter seus admiradores. Então, a banda entrou com o jogo ganho.

Patton, como era de se esperar, fez suas caretas malucas e se mostrou um cantor inigualável, indo dos tons mais graves, passando pelos agudos e arrancando gritos medonhos.

Virando a madrugada, o público cantou em coro os sucessos Surprise! You're Dead, Midlife Crisis, King for a Day... Fool for a Lifetime, Easy e Epic.

Just A Man teve a ajuda de crianças do Coral da Gente, de Heliópolis. No bis, a grande surpresa foi uma canção inédita, ainda sem nome, que vem sendo tocada na turnê pela América do Sul. A banda não comenta nada, mas tudo leva a crer que o FNM pode estar preparando um novo CD.

Próxima edição

Eduardo Fischer confirmou aos jornalistas presentes ao SWU que o festival terá uma nova edição, nos mesmos moldes, no ano que vem. O local permanecerá o mesmo: a arena montada na cidade de Paulínia, no interior paulista. Para que os problemas com o clima sejam evitados, segundo ele, a data do evento não será mais em novembro.

- Podemos fazer em outubro ou em setembro.

Outra mudança acontecerá na área de camping, que recebeu criticas do público. De acordo com quem se hospedou, o abastecimento de água era cortado após as 22h e os banheiros não tinham iluminação noturna, entre outros problemas.

- Fizemos um estudo de solo e vamos implantá-lo em outro lugar no ano que vem.

De acordo com o organizador, ainda não há nenhuma banda contratada para o evento, que também será feito em três dias.

- Mas posso afirmar que tem muita gente querendo vir pra cá. O Brasil hoje é um pólo extraordinário para a realização de shows.